Dívidas? Saiba as consequências para a sua saúde e como se livrar delas!

24 de abril | 2019

Estar inadimplente não é mais uma questão única e exclusivamente financeira. Quem tem dívidas também tem a saúde mental afetada. Entenda como o endividamento pode estar afetando a sua saúde!

Leila Sleiman

Mais de 63 milhões de brasileiros, segundo pesquisa do SPC Brasil, podem ter sua tranquilidade roubada por conta dos compromissos financeiros assumidos e não honrados, ou seja, devido as suas dívidas!

Você imagina qual pode ser o impacto disso na vida de uma pessoa?

Você já sofreu com isso? Ou pior…você está exatamente nessa situação?

Saiba que quase metade da população de adultos do Brasil está nessa mesma condição (41, 6%), segundo o estudo. Esses não apenas contraíram dívidas, como estão com essas contas em atraso, não conseguem pagar. Para essa condição dá-se o nome de inadimplência.

Como você já deve imaginar (ou vivenciar) não é uma posição muito confortável de se estar. Não é à toa que as dívidas interferem na saúde mental de quem as têm. Não é mais incomum ver pessoas sofrendo física e mentalmente por causa das dívidas que têm.

Quais são os principais problemas relacionados a saúde mental?

O acúmulo de dívidas é um problema que, muitas vezes, é encarado como algo sem saída. E esta perspectiva pode gerar um estado mental de irritabilidade, estresse, mal humor, desânimo, medo, tristeza, ansiedade e até doenças como a depressão.

Quem tem muitas dívidas também pode sofrer com o aumento ou a perda do apetite; alterações no sono (insônia); sentimentos de incapacidade e impotência; sentimentos de culpa; sentimentos de vergonha; e queda da autoestima.

É compreensível que a condição psicológica dessas pessoas seja impactada dessa maneira, pois as coisas a sua frente parecem nebulosas, não há um caminho claro de como seguir. Em decorrência disso, os demais setores da vida passam a ser abalados.

Quando a mente não anda bem, as demais áreas desandam também

Você, sua mente e seu corpo são um só. Não há como não existir uma clara interferência entre o seu estado psicológico e as demais áreas da sua vida. Somos seres biopsicossociais espirituais, o nome é difícil, mas a ideia é simples: sofremos influência da parte biológica, psíquica, social e espiritual. Essa complexidade é apenas uma evidência de como essas áreas interferem e afetam os indivíduos.

Como o impacto das dívidas na saúde emocional é nítido, as pessoas inadimplentes ficam mais vulneráveis a outros problemas. Estudos mostram que essa problemática pode acontecer em quatro principais campos:

Relações familiares: percebe-se um aumento nos conflitos, tensão e discussão entre os membros da família. Brigas por causa do dinheiro costumam aumentar e resultar em divórcios.

Problemas profissionais: redução da concentração, diminuição da paciência com colegas e baixa produtividade.

Relações sociais: aumenta o isolamento. Muitas pessoas se afastam dos amigos. E essa condição também pode levar a comportamentos de dependência ou compulsões por álcool, compras ou cigarro.

Saúde física: os problemas emocionais podem ocasionar problemas na saúde física também. De acordo com estudos da Universidade norte americana de Northwestern, jovens endividados tinham sua pressão arterial distólica aumentada. Alterações na pressão arterial diastólica estão relacionadas a um risco maior de hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).

Outra pesquisa da Universidade de Massachusetts nos EUA percebeu que o estresse gerado pelas dívidas pode desencadear alterações fisiológicas que interferem em problemas metabólicos, doenças cardíacas e doenças autoimune.

Existe luz no fim do túnel?

Talvez a sensação de estar endividado seja de estar no fundo do poço, e lá no fundo você pode precisar de algo que te faça acreditar que é possível subir ou sair do cenário atual. Em termos práticos, você precisará de algo que auxilie nessa subida, quem sabe uma escada?

A situação emocional é tão turbulenta que é possível que o endividado apenas deseje que um guindaste apareça e o retiro do buraco, seria bom, não é mesmo?

Mas a solução precisará ser gradual, passo a passo ou, ainda, degrau por degrau!

Nesse sentido, a Nathalia Arcuri sugere seguir alguns passos básicos para sair do sufoco:

– Organize as dívidas e a renda: mapeie tudo o que você deve e ganha.

– Renegocie as dívidas que cobram as maiores taxas de juros: busque identificar quais são suas dívidas com juros mais altos e tente renegociá-las. Provavelmente, a maior parte da sua dívida consiste em juros, descubra qual era a real quantia que você devia e negocie.

– Pegar empréstimos com juros menores: é possível tomar um empréstimo que cobre juros menores para pagar aqueles que possuem juros altíssimos.

– Corte despesas: você já deve ter enxugado o seu orçamento, mas pode ser que você ainda faça escolhas que incorram em grandes gastos. Por isso, verifique qual despesa ainda pode ser alterada para ser reduzida ou cortada.

Mais dicas

– Ganhe mais: sim, parece óbvio, mas é preciso pensar em fontes de renda extra, algo que você possa fazer para vender ou até revender algum produto já existente. Além disso, observe se há algo que você já tenha e possa ser vendido.

– Atenção ao centro de comando: não, as soluções para suas dívidas não estarão apenas nos números. O dinheiro será importante, mas atentar-se a importância e ao quão abalado está o seu estado psicológico será essencial. É preciso aprender a gerenciar o estresse, administrar a sua ansiedade e corrigir ideias irreais que minam sua esperança.

Busque atendimento médico. Os endividados tendem a reduzir suas idas a consultas médicas, porém, esse caminho será apenas uma forma de manter seu estado físico e mental caóticos.

– Recursos: use os recursos gratuitos ou de preço simbólico, como atendimento psicológico em faculdades que oferecem o curso de Psicologia, postos de saúde ou profissionais que flexibilizam preços. Busque órgãos ou serviços de plantões relacionados a finanças como: Procon, Defensoria Pública, Serasa ou Sebrae.

Organize a sua vida

Se ainda tiver alguma dúvida, assiste este vídeo da Nath. Ela te ensina a fazer um detox financeiro na sua vida:

Agora você já sabe como a sua mente e seu corpo estão interligados e juntos podem pagar um preço muito caro, além daqueles altos juros que você já paga por conta das dívidas. Entenda que seu lugar atual não é o seu lugar futuro, ou seja, essa situação difícil não precisa ser assim para sempre. Use as estratégias que você tem ao seu alcance e lembre-se: você não precisa lidar com tudo isso sozinho, um profissional da saúde e de finanças pode ajudar você!

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Para saber mais sobre como quitar suas dívidas, tem outro vídeo aqui que pode te ajudar:

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