Bolsonaro X Haddad: você sabe o que eles estão propondo para o SEU BOLSO?

08 de outubro | 2018

Você está indeciso e não sabe em quem votar? A gente não está aqui para decidir por você, mas vamos mostrar o que Haddad e Bolsonaro estão propondo para a Retomada da Economia e do Emprego. 

Por Camila Mendonça

E deu segundo turno mesmo! O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, conquistou pouco mais de 46% dos votos válidos e o candidato do PT, Fernando Haddad, somou 29,3% dos votos. Com este resultado, os dois vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais, no próximo dia 28 de outubro.

O que deve mudar no País depois que um ou outro se eleger? Não dá para cravar uma certeza. Tudo vai depender das alianças que o futuro presidente conseguir fazer no Congresso. Na Câmara dos Deputados, as maiores bancadas eleitas foram justamente a do PT, partido de Haddad, com 56 parlamentares; e do PSL, partido de Bolsonaro, com 52 deputados. No Senado, PT e PSL somaram quatro Senadores cada.

E o que o Congresso tem a ver com tudo isso, PELO AMOR DE MARGARETH?

Simples: o Presidente da República é o chefe de Estado. Ele é o CEO da empresa, não o DONO da empresa. Entendeu a diferença? O presidente administra o País, de acordo com as Leis, com a Constituição. E quem faz e altera essas leis são os Deputados Federais e Senadores.

Com isso bem claro, vamos aos pontos que podem te ajudar a tomar uma decisão no segundo turno.

Ao se candidatar ao cargo, cada candidato teve de apresentar uma proposta formal para o País ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Está tudo lá e, CLARO QUE VOCÊ LEU, né?

Já sabemos a resposta….Por isso, a Nath fez uma LIVE muito legal para analisar as PROPOSTAS PARA A RETOMADA ECONÔMICA E DO EMPREGO dos dois candidatos ao segundo turno.

NÃO VIU? Está aqui!

“Mas por que a musa divina das Finanças não analisou todas as outras coisas?”

PORQUE O ME POUPE! É UM CANAL DE FINANÇAS! E porque fizemos uma enquete nas nossas redes sociais – Facebook e Comunidade do Youtube – perguntando pra vocês qual deveria ser a prioridade do próximo Governo.

Foram quase 75 mil votos! E 42% das pessoas votaram em RETOMADA ECONÔMICA E DO EMPREGO. Ou seja, a gente sabe que isso é importante pra você!

Agora, vamos aos fatos!

A Nath convidou o Ronaldo Baeta Guimarães, sócio-diretor do banco Modal, para avaliar as propostas econômicas dos presidenciáveis. Ele tem MBA em Economia e Finanças, pós-graduação em Finanças Corporativas e especialização em Gestão de Recursos.

O que foi avaliado foram as propostas econômicas apresentadas para o TSE. Cada proposta foi avaliada por 16 minutos. Confira as principais propostas de Fernando Haddad e Jair Bolsonaro.

Propostas Fernando Haddad (PT)

1. Meu Emprego Novo

Em sua proposta, Haddad diz que, em seus primeiros meses de mandato, vai implementar o Programa Meu Emprego Novo, para elevar a renda, ampliar o crédito e gerar novas oportunidades de trabalho. A grande prioridade será o público jovem. Entre as ações, destacam-se:

• Retomada imediata das 2.800 grandes obras paradas em todo o País, selecionadas por importância estratégica regional, bem como a retomada das pequenas iniciativas no plano municipal e estadual;
• Retomada dos investimentos da Petrobras;
• Reforçar os investimentos no programa Bolsa Família,
• Criação do programa Dívida Zero, que prevê a instituição de linha de crédito em banco público com juros e prazo acessíveis, para atender às pessoas que hoje se encontram no cadastro negativo no SPC e na Serasa.

2. Salário Mínimo Forte

O candidato também propõe a criação do Programa Salário Mínimo Forte, que garantirá ganho real do salário mínimo em todos os anos, mesmo que o crescimento do PIB seja negativo. O candidato argumenta que aumentar o poder de compra do trabalhador é uma das maneiras mais eficazes de fazer a economia crescer.

Ele afirma em proposta que vai revogar as medidas do Governo Michel Temer, como a emenda do teto de gastos, a reforma trabalhista e mudanças no marco regulatório do Pré-Sal.

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3. Crédito

Na proposta, o candidato diz que vai implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, ele quer criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial, para interiorizar a atividade econômica.

4. Impostos e tributos

No quesito tributos e impostos, a proposta de Haddad é isentar de Imposto de Renda as pessoas que ganham até 5 salários mínimos e criar faixas de contribuição maiores para os mais ricos.

Ele ainda quer criar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS…); tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios; e promover uma reforma bancária, adotando uma tributação progressiva sobre os bancos, com alíquotas reduzidas para os que oferecerem crédito a custo menor e com prazos mais longos.

Neste quesito, a proposta também é revisar todas as despesas do Governo, de modo a eliminar desperdícios, sobreposições e privilégios; isentar tributos na aquisição de bens de capital; reduzir o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica; e criar uma política de incentivo ao crédito para micro e pequenas empresas.

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5. Inflação e Juros

O candidato propõe que o Banco Central reforce  o controle da inflação, com a criação de um novo indicador para a meta de inflação, que oriente a definição da taxa básica de juros (SELIC).

Propostas Jair Bolsonaro (PSL)

1. Orçamento Zero

O candidato propõe a extinção do teto de metas para gastos do Governo. Para ele, os cortes de despesas e a redução das renúncias fiscais constituem peças fundamentais ao ajuste das contas públicas. Os recursos serão liberados automaticamente e sem intermediários para os prefeitos e governadores. Com isso, segundo ele, as obras e os serviços públicos serão mais baratos e com maior controle social.

Ele também propõe a eliminação do déficit público primário já no primeiro ano, convertido em superávit no segundo ano. Em linhas gerais, o candidato prega a adoção de uma política 100% Liberal, em que o Estado tem zero participação na dinâmica do mercado. Na proposta, ele afirma que vai reduzir em 20% o volume da dívida pública por meio de privatizações, concessões e venda de propriedades imobiliárias da União.

O candidato também quer criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

2. Nova carteira de trabalho e renda

No quesito geração de emprego, Bolsonaro sugere a criação da Carteira de trabalho verde e amarela, em que o contrato individual tem mais força que as regras da CLT.

O candidato propõe a criação do Renda Mínima, uma espécie de Bolsa Família que, segundo a proposta, terá um valor maior. Ele sugere a modernização e aprimoramento do Programa Bolsa Família e do Abono Salarial, com a meta de garantir, a cada brasileiro, uma renda igual ou superior ao que é atualmente pago pelo Bolsa Família.

3. Juros e Previdência

Na proposta, o candidato sugere reduzir os juros a partir de  duas vertentes:

• Desmobilização de ativos públicos, com o correspondente resgate da dívida mobiliária federal;
• Redução natural do custo médio da dívida. À medida que o endividamento total caia, o Brasil voltará a ter grau de investimento e a estabilidade monetária se consolidará.

Sobre Previdência, ele propõe a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas.

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4. Impostos e tributos

Nesse quesito, o candidato quer a unificação de tributos e a radical simplificação do sistema tributário nacional. Nesse sentido, as propostas incluem:

• Gradativa redução da carga tributária bruta brasileira, paralelamente ao espaço criado por controle de gastos e programas de desburocratização e privatização;
• Simplificação e unificação de tributos federais, eliminando distorções e aumentando a eficiência da arrecadação;
• Descentralização e municipalização para aumentar recursos tributários na base da sociedade;
• Discriminação de receitas tributárias específicas para a previdência na direção de migração para um sistema de capitalização com redução de tributação sobre salários;
• Introdução de mecanismos capazes de criar um sistema de Imposto de Renda negativo na direção de uma renda mínima universal;
• Melhorar a carga tributária brasileira fazendo com que os que pagam muito paguem menos e os que sonegam e burlam, paguem mais.

E aí?

Agora, é com você! Lembre-se de votar com consciência, tá! Vai lá e BOM VOTO!

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Comentários

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Robson Victor 19 de October | 2018

Muito obrigado pela explicação.