6 testes que você precisa fazer antes de largar o emprego para ser freelancer

24 de setembro | 2018

Deixar o trabalho formal para ser freelancer pode não ser pra todo mundo. Faça testes antes de tomar essa decisão. A gente mostra quais ajudam você a decidir melhor

Por Vivendo de Freela

O número de profissionais atuando de forma independente não para de crescer no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Rock Content, em 2018 o aumento vai ficar por volta dos 20%. Mas não é só a crise econômica que tem motivado quem quer ser freelancer: tem muita gente apostando nessa carreira por escolha própria (como eu fiz!).

Pudera, quem não tem vontade de conhecer um modo de trabalho com mais autonomia, flexibilidade de horários e até melhores ganhos? Contudo, assim como outras carreiras, não existe a trajetória perfeita para todo mundo.

Por isso, quando alguém me pergunta sobre como começar, meu conselho é sempre o mesmo: quando for possível, faça um teste da vida de freelancer antes de largar o emprego. Sim, igualzinho você deveria fazer antes de comprar um carro que nunca dirigiu ou um imóvel em um bairro que não conhece bem.

E, para não errar nessa avaliação, tenho algumas dicas pra compartilhar com você!

 

1. Converse com quem já está neste caminho

Quando comecei a trabalhar como freela, confesso que não tinha muito a quem recorrer. Mas, agora, felizmente há caminhos de sobra para saber como é a vida de quem atua como profissional independente.

Talvez você tenha algum colega de faculdade, ex-colega de trabalho ou até parente seguindo este caminho. Mas, se não conhecer ninguém, acompanhar blogs como o próprio Vivendo de Freela e as dicas do Me Poupe! pode ser um primeiro passo.

 

 

2. Faça os primeiros trabalhos

Não dá para escolher ser freelancer sem, de fato, ter feito o primeiro trabalho nesta modalidade. O ideal é que você comece conciliando alguns freelas com o seu trabalho principal, usando seu tempo livre para desenvolvê-los.

É assim que vai sentir como sua motivação interfere na sua produtividade, se consegue produzir bem do home office e até mesmo entender quanto tempo leva para cada tarefa que fizer – o que é fundamental para decidir o valor do seu serviço mais pra frente.

E não se preocupe aqui em “construir sua carreira”: eu comecei com serviços pequenos e que não me pagavam tão bem, mas que me permitiam ter essas primeiras impressões sem tanta pressão.

 

3. Experimente as responsabilidades do dia a dia

Muito mais do que executar o trabalho na área em que é especialista, ser freelancer envolve uma série de atividades com as quais dificilmente tivemos contato antes. Vender, emitir notas fiscais, organizar um fluxo de caixa, cuidar da contabilidade… Você acaba sendo uma empresa de uma pessoa só.

E fazer um teste é importante para isso também. Nem sempre estamos preparados para mergulhar na vida de freela com segurança para abraçar todas essas responsabilidades. Ou, até mesmo, queremos ter isso na nossa rotina de trabalho.

 

 

4. Entenda se gosta de se relacionar com clientes

Difícil alguém dizer antes de ser freelancer que não vai gostar de lidar com os clientes no dia a dia de trabalho. Na prática, entretanto, nem sempre é por aí… A não ser que você já tenha vivido alguma experiência como vendedor ou atendente em uma empresa, um mundo novo nas relações humanas vai se abrir para você.

E lidar com clientes, por mais fofos que eles sejam, pode acabar se tornando um ponto de insatisfação no trabalho. Teste, teste e teste se gosta de vender, negociar, conduzir reuniões, montar relatórios, receber cobranças e tudo mais que possa estar envolvido.

 

 

5. Teste seus serviços

E o que afinal você quer fazer como freelancer? Eu comecei apenas como redatora, apesar de ter saído do mercado como Coordenadora de Marketing. Com o tempo, cheguei nas atividades que gosto de fazer de forma independente – e não é apenas uma, são várias atividades, no plural mesmo.  

Que tal testar caminhos diferentes enquanto ainda conta com a estabilidade? Em outro artigo aqui do Me Poupe já demos o passo a passo para descobrir como transformar suas habilidades em serviços!

 

6. Arrisque-se, mas não tanto

Sou a última pessoa que poderia falar para você não se arriscar tanto. Larguei o emprego para ser freelancer com apenas três meses de reserva financeira. Ou, justamente por isso, deveria ser a melhor pessoa a dar esse conselho. Arriscar-me desse jeito me fez aceitar freelas que pagavam pouco para poder honrar os boletos, me fez atender clientes que não tinham muito a ver comigo, me fez virar noites trabalhando… Você não precisa disso, precisa?

Então, se ser freelancer é uma escolha, planeje-se para isso – começando com um bom teste para entender se essa é a carreira certa para você!

 

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Artigo escrito por Luciane Costa, jornalista, redatora de conteúdo freelancer e editora do blog Vivendo de Freela.  Se você curtiu esse conteúdo, compartilha! Outras pessoas também podem estar precisando dessa dica

 

 

 

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

 

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Comentários

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Welder 25 de September | 2018

Obrigado por esta matéria. Comecei a atuar como freelancer a pouco mais de um mês no Upwork. Contudo, não sei qual a melhor forma de receber o pagamento pelo site para nós brasileiros: Pay Pal ou direto na conta bancária local?