5 Dicas para aproveitar o Dia das Crianças sem gastar muito

11 de outubro | 2018

A criança não precisa de brinquedos para se sentir amada! Neste texto, vamos mostrar como surgiu o Dia das Crianças e ideias para vocês curtirem a data sem gastar muito!

Por Elle Braude

Todo ano chega o mês de outubro e começa o corre-corre para as compras do Dia das Crianças. Estão curiosos para saber quem criou toda essa trabalheira anual?

UM DEPUTADO! Pois é….

Em 1924 foi aprovada uma lei federal proposta pelo deputado Galdino Valle Filho instituindo o Dia das Crianças. Ninguém ligou muito para o assunto até meados de 1960, quando a fabricante de brinquedos Estrela resolveu fazer uma promoção de vendas da sua boneca “Bebê Robusto”.

A estratégia foi tão bem-sucedida que o comércio emplacou a data de 12 de outubro como o Dia das Crianças. E tcha-nan! Mais um gasto para nosso orçamento! E agora? O que fazer?

Como mãe zelosa de trigêmeos e planejadora financeira familiar, gostaria de falar sobre um ponto muito importante:

Antes de ser iniciada no mundo do consumo, a criança precisa ser educada

Como pais, uma das grandes responsabilidades que temos é de verificar a que tipo de informação nosso filho está exposto nas mídias, seja através da televisão, notebook ou celular. Temos vários gênios de marketing aqui no Brasil, e eles são matreiros para iniciar a criança no consumismo o mais cedo possível.

As estatísticas não mentem. De acordo com dados de 2017 do Ibope Media, as crianças e adolescentes brasileiros são expostos diariamente a 5h35 de televisão. Não estamos falando nem de internet… Imagina o poder de influência!

Até os 12 anos de idade, crianças não têm o discernimento necessário para diferenciar o que é publicidade do que é conteúdo. É uma luta desigual, pois as crianças não sabem ainda como se defender.

A propaganda treina as pessoas para serem consumistas, formando o hábito a partir de valores materialistas.

Com o crescimento das mídias sociais, a divisão entre publicidade paga e conteúdo fica mais tênue. Com isso, por vezes difícil até para um adulto distinguir o que é indicação/opinião do que é publicidade.

Cabe a nós essa missão de selecionar desde cedo que tipo de informação a qual a criança é exposta e buscar educá-la da melhor forma para que ela entenda a diferença entre ter e ser.

Não é preciso TER um brinquedo para SER amada

Conforme a criança amadurece e inevitavelmente fica mais exposta às informações não somente das mídias, mas dos locais que frequenta, é importante conversar, explicar, educar. E sim, como pais precisamos aprender quando é hora de ceder aos consumos e quando é hora de segurar as rédeas.

Aprenda aqui, como dizer NÃO!

Afinal de contas, eu também já tive a mochila de marca que custou uma bica porque “todos os amigos” também tinham uma. Fiquei realmente contente com o presente dado pelos meus pais e foi um importante ato de “inclusão ao grupo”.

Infelizmente, a inclusão social se dá cada vez mais por conta das posses do que pelas habilidades (ter um celular caro vs. jogar bem futebol, por exemplo). 25 anos depois, aproveito para publicamente pedir desculpas aos meus pais por ter enchido o pacová deles para comprar a bendita mochila…Hoje eu entendo!

Ensinar sobre consumo consciente é uma missão difícil, mas até aí, quem é mãe/pai, já sabe que nem tudo são flores na educação dos seus herdeiros. Temos que correr para nos conscientizarmos, para aprendermos, para posteriormente ensinarmos aos nossos filhos e as pessoas que nos rodeiam.

O meu ponto aqui é que através da conscientização e educação em relação a pressão de consumo que nos cerca, criamos a base para que as crianças entendam que objetos não preenchem vazio no coração e que datas comemorativas não precisam necessariamente ter presentes caros (ou até mesmo baratos) para serem celebradas com alegria.

Ainda mais uma data inventada por um deputado e emplacada pelo comércio…

Já pensou em como será o futuro do consumo?

5 Dicas para aproveitar sem gastar

De qualquer forma, como também não somos monges vivendo no topo de montanhas e temos que lidar com filhos pidões, seguem dicas práticas para que o orçamento familiar sobreviva a essa data sem maiores estragos:

1. Estipule um valor para o presente e busque economizar com antecedência

Pesquise o preço na internet antes de comprar o presente. Quando for à loja, evite levar o filho para a compra do presente, assim dá para pechinchar com tranquilidade.

2. Troque o ato de dar presentes por uma ocasião em família

Serve um piquenique no parque, passeio a um museu ou um dia de lazer com muita diversão. ESTAR PRESENTE é um presente que nunca sai de moda.

3. Combine uma lembrança

Converse com seu filho que nessa data ele ganhará somente uma pequena lembrança, já que o Natal está logo na esquina.

4. Incentive a troca de brinquedos

Ao invés de comprar um novo, troque os brinquedos, até por uma questão de sustentabilidade. No site https://feiradetrocas.com.br são cadastrados eventos de troca de brinquedos por todo Brasil. Não tem na sua cidade? Que tal montar uma?

5. Montem um brinquedo juntos

Faça isso utilizando materiais recicláveis. Garrafas PET, caixas de ovos e bandejas de isopor aliados à imaginação e tutoriais de YouTube podem criar maravilhas.

Que o Dia das Crianças seja repleto de momentos memoráveis a todos vocês, de forma consciente e sem acabar com a conta bancária!

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