Como viajar ao exterior e não se endividar!

Estou no México a trabalho e tenho condições de dizer: é difícil conter os impulsos longe de casa… Mas há algumas maneiras de libertar o turista que existe dentro de nós sem voltar com o cartão de crédito estourado. Viagem da minha parte? Leia e tire as próprias conclusões…

 

Sim, estou ficando um pouco antipática. Dá pra notar pela arrogância da ultima frase! Mas se serviu pra você chegar ate aqui, então ta ótimo!
Vamos ao que interessa: como viajar e não se endividar no exterior?
1- (módulo básico)
PLANEJE-SE
Quando a gente põe todos os gastos na ponta do lápis consegue administrar melhor até o tempo útil durante a viagem. Pense no que vai gastar e imponha um limite a ai mesma. Vai para Nova York e não quer perder a oportunidade de comprar tudo o que sempre quis por um precinho camarada nos Outlets? Ok, só não esqueça de que nada é de graça e que o dólar está caro pra chuchu. Claro, você pode ir para países com outras moedas e a recomendação é a mesma.
2- (módulo intermediário)
MANTENHA A CALMA!
Não sei o que acontece com a nossa válvula do bom senso que nos faz consumir além da conta fora do pais… É um misto de ansiedade pela compra com senso de oportunidade, mas que juntos se transformam em uma armadilha do consumo. Antes de se deixar levar pela compulsiva que existe dentro de você, faça um exercício simples:
Converta imediatamente o preço do produto para reais.
Pense se realmente vai usar ou se precisa.
Pergunte a si mesma: que experiência este mesmo dinheiro me proporcionaria aqui neste pais?
Tem gente que volta com a bagagem cheia de tranqueiras, roupas de marca, bolsas, maquiagem, mas não tem nenhuma boa história de viagem pra contar. Ora, se é pra viajar e comprar coisas, compre aqui. O valor economizado com a passagem vai deixar tudo “elas por elas” e você com certeza vai comprar bem menos sem o apelo do “em viagem tudo pode”. Aproveite a viagem pra fazer coisas diferentes, conhecer pessoas, lugares e fotografar mentalmente aquelas experiências que talvez jamais se repetirão, ainda que tenha que pagar por elas. Esse é o melhor investimento que pode existir.
3-(módulo avançado)
MODO DE PAGAMENTO
O governo fez o “favor” de tributar o cartão de débito e o cheque de viagem (aqueles cartões pré-pagos) da mesma maneira que o cartão de crédito. Ou seja: de 0,38% que se pagava sobre o valor gasto nestas opções, agora você paga 6,38% sobre qualquer compra feita por meio eletrônico. Usar dinheiro vivo passou a ser a solução mais barata fora do pais. A vantagem é que dá pra se controlar melhor. A desvantagem é que andar cheio da bufunfa pode ser perigoso. Por isso, cuidado com os meliantes gringos.
Dica: troque dinheiro aqui mesmo no Brasil e procure as melhores taxas de câmbio. Fuja dos guichês no aeroporto e, se possível, acompanhe o câmbio e aproveite uma oportunidade de queda da moeda. Já tem muitas casas de câmbio que entregam o dinheiro em casa, dependendo do valor. É seguro e dá pra conseguir ótimas taxas na negociação com o corretor por telefone. Eu ligo para umas três agências, faço um leilão do meu dinheiro e ganha quem me oferecer as melhores condições!
Pra você ter uma idéia: da ultima vez que comprei dólares o câmbio oficial estava em 2.36. Nessas condições as casas de câmbio costumam cobrar ate R$2,40 por cada dólar e cada centavo negociado pode fazer a diferença durante a viagem! Paguei R$2.37,5.
Divirta-se, viaje e seja feliz!

 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

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