Você já parou para pensar em como será o futuro do consumo?

Seminário internacional promovido pela PROTESTE discutiu o futuro do consumo.

 

A ideia do evento, que aconteceu em São Paulo no dia 22 de maio, foi reunir órgãos, empresas e a sociedade civil para debater as mudanças que estão mexendo com a vida das pessoas no mundo inteiro.

Por PROTESTE

 

Um dos painéis mais disputados pelos participantes contou com a ilustre presença de Nathalia Arcuri: “O papel da mídia na orientação do consumidor”.

 

 

83 expositores e mais de 260 profissionais atuaram na preparação do espaço e das atividades, que aconteceram simultaneamente em seis diferentes ilhas.

Se você não pôde comparecer, a gente te conta alguns dos principais anseios dos consumidores que foram discutidos na ocasião:

 

1) Conveniência e facilidade na hora de escolher um produto

O consumidor do futuro utilizará o tempo para benefício próprio, como lazer, diversão e entretenimento. Por isso, preferirá lojas em que o tempo de compra seja rápido e fácil.

 

 

2) Informações detalhadas e precisas sobre o produto

O consumidor do futuro pesquisará, antes da compra, todos os detalhes do produto. Por isso é preciso que as empresas fiquem atentas às informações que serão veiculadas.

Além disso, um vendedor do futuro terá que ser um especialista no assunto já que dificilmente conseguirá vender um produto a um consumidor que já o pesquisou a fundo, anteriormente.

 

3) Éticos e ecologicamente corretos

Além das informações sobre o produto em si, o consumidor buscará informações adicionais como: processo de produção, se os produtos causam impacto à ecologia e à comunidade; se a empresa respeita seus empregados, participa de programas sociais e se está atenta às preocupações da comunidade que é afetada.

 

4) Produtos mais saudáveis

Outra grande transformação é em relação à busca de produtos mais saudáveis, de preferência orgânicos.
De acordo com a Euromonitor, o faturamento da linha de alimentos saudáveis no país saltou de R$ 13 bilhões em 2012 para R$ 19 bilhões em 2017 – um aumento expressivo de 46%.

São os produtos light e diet, com menos açúcar, sódio e gordura, que devem chegar a 2022 gerando renda de R$ 21 bilhões no Brasil.
No Brasil, os biscoitos saudáveis tiveram um acréscimo de 65% de crescimento real entre 2012 e 2017, atingindo faturamento de R$ 6,6 bilhões em 2017. A projeção é que continue crescendo a uma taxa média de 2,2% ao ano até 2022.

 

5) Usar a tecnologia como facilitador de sua compra

 

 

O consumidor do futuro por ser altamente tecnológico se utilizará desses recursos para facilitar sua compra, seja por meio de aplicativos que mostrem a localidade mais próxima do produto almejado, seja por utilizar uma calculadora que indique a melhor compra.

 

6) Influenciará cada vez mais nas decisões estratégicas das empresas (as empresas precisarão ser boas ouvintes e terão que responder rapidamente às críticas)

As redes sociais já são realidade. Certamente outras ferramentas serão criadas facilitando e aumentando o poder que o consumidor possui em relação à indicação de um produto.

Empresas já estão e precisarão acelerar essa nova forma de encarar o consumidor, tornando-o um parceiro no negócio.
Cada vez mais as empresas se utilizarão das redes sociais para responderem seus consumidores insatisfeitos e precisarão fazer isso de forma rápida, evitando assim prejuízos que poderão ser incontornáveis.

 

E as lojas físicas? Como serão?

A experiência de compra em lojas físicas mudará de forma sensível nas próximas décadas:

Cada vez mais as lojas se utilizarão de sistemas de identificação pessoal para dar aos consumidores maior segurança nas transações;
O uso de robôs para criação de roupas sob medida será comum;
Carrinhos de supermercados indicarão os locais onde os produtos mais consumidos por você ficam nas prateleiras, sem contar que o valor dos produtos será somado com a simples inclusão do produto no carrinho;
O uso da realidade aumentada permitirá que você conheça com detalhes um imóvel para comprá-lo em um país, mesmo estando em outro. Ou ainda a realidade aumentada poderá estar plugada no seus óculos e poderá ser acessada sempre que você precisar, seja para fazer uma reunião, seja para ver seu filho na creche ou até mesmo ligar um aparelho em sua casa;
O uso de energia limpa será um divisor de águas para as novas e antigas lojas. Como a energia mais acessível, carros e outros produtos elétricos produzirão sua própria energia.

Mas tudo isso terá um preço alto para as próximas gerações: leis precisarão ser revistas, modernizadas, criadas. Além disso, cada país precisará criar regras mundiais para que os consumidores, conectados e utilizadores da internet, possam estar protegidos.

No Último dia 25 de maio, entrou em vigor na Europa uma lei muito importane, que é a lei de proteção de dados, chamada GDPR (Chamado Regulamento Geral de Proteção de Dados na União Europeia, sigla em inglês).

Essa lei deu consumidores ou usuários europeus muito mais poder sobre seus próprios dados.

Antes de coletar e armazenar qualquer tipo de dado, a empresa deve especificar de forma clara e concisa sobre o uso que se pretende fazer daquele dado, sob pena de ser severamente punida.

 

E no Brasil, como anda?

No Brasil, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 29 de maio de 2018, Projeto de Lei 4060/12 (que tramita desde 2012) que regulamenta a proteção de dados pessoais no Brasil, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada.
Agora, este projeto de lei será enviado ao Senado para ser analisado e em seguida, caso aprovado, enviado para sanção presidencial.

 

PROTESTE é uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e empresas. Há 17 anos, lutamos pelos seus direitos, consumidor. A gente faz de tudo um pouco para garantir que você não seja prejudicado: testes comparativos, campanhas, manifestações, participações em audiências públicas e muitos mais. Além disso, produzimos conteúdos de qualidade para melhorar suas experiências de compra e garantir que você não seja enganado. Precisando de ajuda de especialistas em Direito do Consumidor? A PROTESTE é a escolha certa!

 

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

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