Trabalho X filhos

Parabéns! Um bebê a caminho!
A descoberta de uma gravidez sempre traz uma enxurrada de perguntas e reflexões para qualquer mulher, sendo que uma delas costuma queimar bastante os neurônios: “Como conciliar a minha vida profissional com a maternidade?”

Maternar e trabalhar é uma constante na vida de várias mulheres. Tem dias aqui em casa que me sinto a própria acrobata de circo (quem me dera ter gabarito para isso!). São múltiplos os “pratos” que preciso rodar ao mesmo tempo: mãe, planejadora financeira, esposa, filha, amiga…Ah! Sem esquecer de tirar o pijama e domar esse ninho em cima da minha cabeça, também conhecido como cabelo. Sim, tem dias que realmente caem alguns pratos, tem dias que dá vontade de jogar todos para o espaço e mandar tudo para cucuia. Quem nunca passou por isso que atire o primeiro prato! Mas a ira passa e continuamos rodando nosso show, não é verdade?
Gato circense equilibrando pratos na vareta

 

Para aquelas que ainda não adicionaram o pratinho da maternidade em seu rol de truques, vale a pena parar para pensar em como pretende conduzir.
Qual é o seu plano para equilibrar sua vida profissional com o fator filho (ou mais filhos) entrando na jogada?  Pretende continuar trabalhando e pedir para flexibilizar horários? Prefere ficar em casa? Pensa em empreender?


Antes da chegada do herdeiro, reveja suas oportunidades e opções, pesando-as com os seus valores. Na minha visão, não existe uma escolha “mais certa” que a outra, mas sim a escolha, ou até mesmo um mix delas, que melhor se encaixa dado o contexto geral de determinada família.
A escolha de como encarar a profissão e os filhos dependem das prioridades, renda, gestão de tempo e realização pessoal.  

 

Prioridades

O que você considera mais importante para a família? Prefere priorizar os filhos ou balanceá-los com a carreira?  

 

Mulher em frente a uma lousa com setas desenhadas

Muitas mães preferem ficar em casa nos primeiros anos da criança e depois buscam recolocação, ou cuidam da casa permanentemente. Outras continuam trabalhando, pois também gostam de cultivar sua faceta profissional. Existem também mães que optam por empreender justamente para flexibilizar o seu tempo trabalhando e cuidando de seus herdeiros.


Renda

Esse é um fator que pesa muito. Independente da escolha, sempre recomendo que a família tenha uma reserva de emergência de pelo menos 6 meses das despesas da casa, pois a vinda de uma criança modifica vários dos gastos familiares, geralmente aumentando as despesas (exceto a do lazer, essa vai pro saco).

 

mulher com recém nascido no colo mexendo no notebook

 

Caso a opção seja por ficar em casa, sem a renda da mamãe para ajudar a complementar, a gestão orçamentária equilibrada vira ponto crucial para a família. Não gastar é uma forma de ajudar a equilibrar o orçamento familiar.
Se a opção for continuar trabalhando, é necessário levar em conta os gastos adicionais com creche, e/ou babá, e/ou empregada (ou seja, despesas que ajudam a suplementar a falta da presença da mamãe que está no trabalho).

No caso do empreendedorismo, muito cuidado.  Já vi situações em que a família perdeu todas as suas economias e ainda ficaram endividadas por não ter um plano de negócios robusto. O Sebrae oferece uma cartilha gratuita de como elaborar um plano de negócio e, inclusive, tem um software para ajudar aqueles que estão iniciando.  A opção por empreender pode inicialmente não dar lucro, mas pode ser um caminho sustentável para trabalhar de forma mais flexível se for bem planejada.


Gestão do tempo

Toda mãe deveria ter 36 horas no dia ao invés de 24. Ainda assim ficaria apertado para fazer as unhas…

A verdade nua e crua independente da escolha de trabalhar, ficar em casa ou empreender é que com um filho na equação existe um aprendizado muito grande sobre o que devemos/podemos priorizar e como não sentir culpa com isso.

 

Mulher com aspecto de cansada, colocando a mão no rosto

 

Existem fases que o trabalho/casa/empreendimento irá requerer mais de você do que o seu filho. Entenda que isso acontece e não se morda de culpa. Afinal de contas, também existirão as fases em que o seu filho será a prioridade total. Nem sempre dá para dividir o tempo em partes iguais para cada uma de nossas necessidades.
Entenda que algumas vezes, feito é melhor do que perfeito. Deixar a perfeição de lado economiza tempo, que é um bem escasso e tão importante (se não mais) quanto o dinheiro.  

 

Aprenda a pedir ajuda, seja da vovó, da cunhada ou mesmo da sua amável vizinha. Uma simples compra de supermercado feita pela vovó pode economizar duas horas de seu tempo. Esse tempo pode ser usado em outras atividades mais urgentes ou importantes.
Por último, aprenda a discernir o que é importante do que é urgente. É importante ser feliz com a escolha que melhor equilibra sua profissão e seu filho? É, mas também é urgente trocar a fralda que está vazando… Capisce?

Boa sorte em achar o seu equilíbrio!

C’est tout!

 

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Sou a Elle Braude, planejadora financeira certificada CFP ® , formada em Finanças pela New York University, pós graduada em Banking pela Fundação Dom Cabral. Sou mãe de trigêmeos e adoro aproveitar mais o tempo com a minha tropinha gastando menos. Atender famílias e ajudá-las a se organizarem financeiramente é a minha vocação.

 

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

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