Gig Economy: entenda o que é e como ganhar dinheiro com ela

23 de outubro | 2018

Existe um mercado em crescimento e que está chamando a atenção de muita gente. Conheça a Gig Economy e saiba como fazer parte dela

Por Rock Content

É bem provável que a Gig Economy tenha colocado novos termos e, por que não, receios, na vida dos trabalhadores. Algo como “a glamourização do trabalho informal” ou “a liberdade em forma de revolução para o trabalhador” já foram usadas para criticar ou enaltecer esse mercado repleto de autônomos e freelancers.

Desde que o Brasil é o Brasil, pessoas que decidem sair do mercado formal ou são convidadas a se retirarem dele buscam maneiras de ganhar dinheiro. Nesse compasso, muitas delas acabam se abrigando na economia informal, nos trabalhos temporários que muitos gostam de chamar de “bicos”.

Então essa tal de Gig Economy é um jeito mais moderno e agradável de nomear modelos de trabalho que não possuem carteira assinada? De certa maneira, sim. Porém, com um detalhe que muda toda a história: não ter um vínculo empregatício deixou de ser uma situação crítica e temporária que precisa ser resolvida. Na verdade, isso passou a ser a solução almejada por muitos.

É mais ou menos a solução que o João, que acabou de sair da faculdade, encontrou. Ele não foi efetivado no estágio e começou a fazer corridas para passageiros por um aplicativo para smartphones.

Mas vai com calma, João. Você está entrando na economia freelancer, é um feliz freelancer, mas se não planejar e organizar sua vida direitinho, esse sonho pode virar pesadelo.

Você também está interessado na Gig Economy como o João e outros milhares de trabalhadores espalhados pelo mundo afora? Então confira essas informações e dicas imperdíveis.

Confira aqui, o que a Nath fez para pedir demissão 

O conceito de Gig Economy e quem é o profissional que faz parte dela

A Gig Economy é o mercado que abrange empresas que contratam profissionais independentes para executarem serviços temporários sem vínculo empregatício. E aqueles que buscam por esse tipo de atividade, como os trabalhadores freelancers e autônomos.

Para entender melhor essas nomenclaturas, vamos a um breve esclarecimento. Profissionais liberais são aqueles que precisam de uma formação técnica ou acadêmica para exercerem suas funções, como médicos. Já autônomos são donos de seus negócios e não precisam de formação técnica, como o pipoqueiro, eletricistas, etc.

Os freelancers, por sua vez, são prestadores de serviços sem vínculo empregatício com a empresa ou indivíduo que os contrata pontualmente. Não precisam ter nenhuma formação específica na maioria das vezes. Contudo, são por seus conhecimentos avançados em alguma área que conseguem seus clientes.

Então, se o João saiu da faculdade sem sua carteira assinada, pode fazer serviços de design gráfico para uma empresa, por exemplo. Ela somente o contratará para uma tarefa específica. E se, é claro, ele for muito bom no que faz, tiver recomendações ou um portfólio que demonstre outros trabalhos executados previamente.

Oportunidades geradas na Gig Economy

O mais incrível disso tudo, inclusive, é que são muitas as possibilidades de atuação na Gig Economy. Produtores de conteúdo, desenvolvedores web, motoristas de transporte alternativo aos táxis e gestores de redes sociais são alguns deles. Eles podem escolher clientes mais alinhados com seus interesses e trabalhar para eles de onde quiser.

Parece maravilhoso, não é mesmo? Alguns profissionais com bons currículos estão, inclusive, deixando o mercado formal para aproveitarem tudo o que a economia sob demanda tem a oferecer. Mas, e aqueles que chegam depois de uma decepção por serem demitidos ou igual ao João, sem nenhuma experiência relevante? Aí vão algumas dicas.

As dicas para fazer parte da economia freelancer

Essas dicas valem para todos os profissionais que querem se dar bem nessa nova economia. Isso inclui aqueles que no primeiro momento desejam conciliar o mercado formal com trabalhos freelancer antes de pedirem demissão.

Inicie como freelancer

Pode parecer uma dica simplista, mas não é. Uma das prerrogativas de ser freelancer é, justamente, poder fazer trabalhos diferentes. Então, a partir desse conceito, é possível experimentar vários deles até que se encontre os que possuem mais afinidades com o trabalhador.

Em plataformas de divulgação de trabalhos para freelancer, é possível conseguir algumas oportunidades como fotógrafo, redator para a web e tradutor, por exemplo. Também é possível se cadastrar em serviços, como o Uber para verificar se existe compatibilidade com seu perfil.

Aliás, é possível fazer tudo isso dividindo meio período de trabalho formal com atividades sob demanda. Ou seja, se lance como freelancer!

Pesquise quais empresas adotam esse modelo de trabalho

Existem algumas plataformas de oportunidades para freelancers que ofertam trabalhos para outras empresas ou profissionais. Elas funcionam como intermediárias. E criam algumas regras para proteger as duas partes em eventuais descumprimentos das regras.

Entre elas, algumas se destacam mais como a 99freela e Workana, com ofertas de contratantes nacionais dos mais variados tipos de trabalho. Outras como Lionbridge e Appen trabalham com empresas internacionais e são direcionadas para o nicho de tecnologia. Há oportunidades para tradução, testes de softwares, treinamento de inteligência artificial etc.

Além delas, algumas criam suas próprias plataformas de trabalho, a exemplo de empresas de marketing de conteúdo, como a Rock Content. Essas empresas oferecem oportunidades para redatores de diversos assuntos, revisores, planejadores de pauta, etc.

Regularize sua atuação para ganhar a Gig Economy

Uma vez que tenha compreendido o mercado, é hora de regularizar sua atuação com o registro de Microempreendedor Individual (MEI).

O Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) permite que o freelancer tenha acesso a melhores oportunidades de negócios com empresas que exigem a formalização. Além disso, garante os benefícios do INSS. Há benefícios como aposentadoria e licenças previstas em Lei e um regime especial para Imposto de Renda.

Repense sua relação com as finanças

Um dos fatos mais marcantes para um freelancer é não saber quanto receberá no final do mês, afinal de contas, ele poderá conciliar múltiplas fontes de recebimento e nem sempre todas elas cumprirão com seus deveres.

Assim, para que sua aposta na Gig Economy dê certo, é primordial diminuir consideravelmente os custos fixos de vida, e claro, poupar para todas as finalidades, desde a reserva emergencial, até aqueles investimentos para garantir uma aposentadoria feliz.

Aposte nas redes sociais para impulsionar sua carreira

O esforço para o marketing pessoal deve ser muito maior para os freelancers e autônomos, afinal de contas, eles são inteiramente responsáveis por atrair e conquistar seus clientes.

Fotógrafos e designers, por exemplo, podem promover seus melhores trabalhos em redes sociais com forte apelo para imagens. Enquanto produtores de conteúdo podem apostar naquelas que tenham um bom público de leitores.

As redes sociais são ótimos terrenos para a geração de networking e apresentação de portfólio. O LinkedIn, por exemplo, é muito utilizado por nômades digitais. Entre alguns trabalhos e dificuldades dos viajantes, desbravam os sete cantos do planeta.

Ficou com vontade de apostar na Gig Economy e virar nômade digital? Jovens como o João que saíram da faculdade sem um rumo certo costumam ter experiências incríveis nessa jornada. Mas eles não são os únicos a se darem bem. Conheça a história de alguns deles e inspire-se.

Comunidade Rock Content é um blog focado no treinamento e captação dos freelancers que produzem conteúdo na nossa plataforma para conseguirem aquela grana extra. Fornecemos as melhores dicas e práticas de produção de conteúdo para web, vida e carreira de freelancer, além de conteúdos gerais sobre organização, produtividade e Marketing de Conteúdo.

 

 

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

 

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