Entenda a nova aposentadoria!

Se você anda meio perdida tentando entender o que é esse tal novo fator previdenciário ou nem ouviu falar do bochicho que rolou na Câmara dos Deputados essa semana, leia isso! É o seu futuro que está jogo…
Por Nathalia Arcuri

Serei breve porque esse assunto é meio chato, mas necessário.
VAMOS LÁ!
Pra quem nem sabe direito o que é previdência social (aposentadoria):
Quem pensa em receber o benefício da aposentadoria paga pelo governo no futuro, precisa contribuir com INSS ao longo da vida produtiva. Dependendo da faixa salarial essa contribuição varia entre R$80,00 e R$450,00.
Ainda que você não tenha um emprego formal, é possível pagar o boleto do INSS como autônoma pra garantir o benefício.
Como funciona hoje?
Aposentadoria por idade:
Hoje a idade mínima para a aposentadoria é de 60 anos de idade para as mulheres  e 65 anos para os homens.
Por tempo de contribuição:
Mulheres precisam contribuir no mínimo trinta anos e homens 35 anos pra ter direito ao benefício da aposentadoria.
O tal fator previdenciário:
Em 1999 o presidente Fernando Henrique Cardoso criou e implementou o fator previdenciário. O fator previdenciário é um cálculo utilizado quando o trabalhador se aposenta por tempo de trabalho mas ainda não alcançou a idade mínima pra se aposentar. Quanto mais cedo a pessoa se aposenta, menos vai receber de aposentadoria. Isso força o cidadão a contribuir com o INSS por mais tempo pra se aposentar com a idade mínima que garante a aposentadoria integral.
Que nova regra é essa?
 
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que muda a regra do fator previdenciário. É um plano conhecido como 85/95. As novas regras ainda precisam ser aprovadas no Senado pra depois passar pelo crivo da Dilma, que já deixou bem claro não quer que isso saia do papel e você já vai entender porque.
Como vai funcionar?
 
Além da aposentadoria por idade, o trabalhador teria uma outra regra pra garantir o direito à aposentadoria integral:
Mulheres: a soma do tempo de trabalho + idade = 85 = beneficio completo (professores = 80 anos)
Homens: a soma do tempo de trabalho + idade = 95 = beneficio completo (professores = 90 anos)
Quem vai se dar bem com isso?
 
Quem começou a trabalhar e a contribuir com o INSS muito cedo mas que perderia boa parte do beneficio se quisesse se aposentar por tempo de trabalho.
Ex:
HOJE: 
uma mulher de 47 anos que contribuiu com o INSS durante 30 se aposentadoria com metade do valor integral e teria que trabalhar e contribuir até os 60 pra garantir o benefício completo. Seriam necessários mais 13 anos de trabalho.
NOVA REGRA:
Somado o tempo de contribuição (30 anos) + a idade (47 anos) = 77 anos. Neste caso, seriam necessários mais 8 anos de trabalho.
 
Lado bom:
 
Os trabalhadores com direito a aposentadoria por tempo de trabalho não se lascariam esperando tanto tempo para se aposentar por idade.
Lado ruim:
O Brasil não tem quem pague essa conta. Mesmo sem a mudança, a diferença negativa entre quem paga o INSS e quem recebe será de 66,7 bilhões em 2015,  R$ 1,04 trilhão em 2040 e R$ 7,21 trilhões em 2060. Essa projeção foi feita pelos ministérios da Previdência Social, da Fazenda e do Planejamento.
 
Ou seja: as chances dessa mudança “quebrar” a sua aposentadoria é imensa.
 
A população está envelhecendo e até 2060 (quando eu e você estivermos velhas e lindas) nossa turma de idosas alegres vai representar 30% da população (hoje os idosos são 13% da população).
 
O buraco é bem mais embaixo e por mais que pareça bonito dar o benefício a quem precisa hoje, não podemos esquecer que viveremos cada vez mais e precisaremos de alguma fonte de renda quando decidirmos realmente parar de trabalhar.
 
Se você acredita em milagres, acredite na previdência social. Agora, se você realmente quer desfrutar a melhor idade como merece, faça o seu próprio plano de aposentadoria e comece a guardar dinheiro para este projeto agora mesmo.
 
Aqui no Me Poupe! Já dei várias dicas de como guardar e aplicar dinheiro! Passeie pelos posts pra ter uma idéia!
 
A gente se vê no bingo!
 
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Até a próxima!
 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

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