COMO SABER ONDE INVESTIR? Um guia prático pra todos os bolsos.

Esse é Blog é mesmo o Crème de la Crème da educação financeira, viu?

(Adivinha quem está falando? Nath Arcuri,  claro. Tem outra doida aqui? )

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Doida, porém fofa

Dei uma invadida básica no post de hoje pra dizer que é com muito orgulho que a partir de hoje teremos a colaboração da equipe do Organizze na elaboração de conteúdo de valor pra você.

Talvez você não saiba ainda, mas aqui no Me Poupe! A gente faz questão de compartilhar o espaço com quem tem os mesmos princípios e valores e o Organize também quer que você enriqueça, então tá tudo em casa!

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“COMO SABER ONDE INVESTIR?” afinal de contas?

O povo lindo do Organize fez um texto brilhante pra você entender como tomar as melhores decisões de investimento sem precisar depender de consultor ou de gerente de banco. Leia tudo! E se não entender, leia de novo. 

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COMO SABER ONDE INVESTIR?

Por parceiro de conteúdo

Que​m conseguiu juntar algumas economias geralmente se pergunta: “onde investir meu dinheiro?” Se você também já teve esse tipo de questionamento, saiba que existem vários critérios que devem ser analisados antes de se fazer uma aplicação financeira.

Fatores como o capital disponível, o risco, o tempo, os custos operacionais, entre outros, podem interferir bastante na rentabilidade dos ​investimentos​. Acompanhe, em seguida, algumas dicas de como aplicar bem o seu dinheiro!

Verifique o tamanho do capital

De modo geral, quanto mais recursos financeiros se tem, maiores tendem a ser os retornos sobre os investimentos. Ainda assim, isso não significa que quem possui poucas economias não possa investir. O fato é que, quando se perguntar “onde investir meu dinheiro?”, avalie o tipo de investimento recomendável para o seu nível de capital. Achou complicado? Calma, vamos explicar.

Quem tem menos de R$ 5 mil disponíveis para investimento deve pensar primeiro em acumular patrimônio. Nesse caso, são recomendáveis as aplicações financeiras de renda fixa, como poupança, Tesouro Direto (investimento inicial R$30,00), Certificado de Depósito Bancário (CDB) etc. Podemos comparar as aplicações de renda fixa a empréstimos que o investidor faz a alguém, como o banco ou o governo, a uma determinada taxa de juros. Os investimentos em renda fixa tem perfil conservador, ou seja, tem como objetivo principal preservar o patrimônio e fazê­lo crescer no longo prazo.

Com mais capital, é possível fazer outros tipos de investimentos. Por exemplo, acima de R$ 5 mil, já é possível aplicar nas chamadas Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito de Agronegócio (LCAs), que os bancos emitem para financiar esses setores da economia. Vale lembrar que, geralmente, as LCIs e as LCAs possuem um prazo de carência, em que o investidor não poderá sacar o dinheiro. As vantagens dessas duas letras de crédito é que sobre elas não é cobrado o ​Imposto de Renda​.

Com mais de R$ 50 mil, o investidor poderá se arriscar mais nas aplicações financeiras de renda variável, como o mercado de ações. Além disso, as corretoras de títulos e valores mobiliários dispõem de portfólios de investimento, com vários produtos, como fundos de investimento, CDBs, LCIs e LCAs etc.

(Entenda o que é o CDB aqui)

Analise o perfil de risco

O perfil de tolerância a risco, além do capital disponível, é outro critério que deve ser considerado na escolha de onde aplicar o seu dinheiro. Geralmente, os perfis são classificados em conservador, moderado e agressivo. No mercado financeiro, há uma relação diretamente proporcional entre risco e rentabilidade. Logo, se o risco é grande, o potencial de retorno é maior, mas se o risco é baixo, a rentabilidade tende a ser pequena.

Via de regra as aplicações financeiras mais arriscadas são as de renda variável, afinal, corre­-se o risco de se perder parte do capital investido, como no mercado de ações. Existem ainda categorias de ​investimentos​ de perfil agressivo em que é possível haver até perdas maiores do que o capital aplicado. Logo, para evitar perigo de perder o dinheiro investido, é necessário que você faça um teste de perfil de risco, que geralmente é realizado pelos bancos e pelas corretoras de valores antes das aplicações.

Saiba que tipo de investidor você é aqui

Vale lembrar que algumas aplicações de renda fixa, como poupança, ​LCI e LCA​ e CDB são asseguradas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil por pessoa física. Então, se houver algum problema com o banco, como a falência da instituição, o investidor terá a quantia ressarcida até o limite garantido.

É bem verdade que o perfil de risco é um tanto relativo, já que muda de pessoa para pessoa, mas vale lembrar que ​os jovens​ podem se expor a mais risco, pois em caso de perda têm mais tempo para compensar eventuais prejuízos. Já pessoas com mais idade precisam proteger o patrimônio para a aposentadoria, logo, não devem correr tantos riscos.

Proteja-­se da inflação

Muita gente faz uma determinada aplicação financeira e, em alguns casos, tem perda real em vez de ganho. Como isso é possível? Graças à inflação, que corrói o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. Imagine uma brincadeira de cabo de guerra.

De um lado puxa a inflação e de outro a ​taxa de juros​ (rentabilidade do investimento). Se a força da inflação for maior do que a da rentabilidade, o investidor perdeu dinheiro. Para evitar isso, uma opção é aplicar em produtos que sejam remunerados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. Como exemplo, temos o título público IPCA+.

Quando for decidir onde vai investir, procure saber os dados acumulados da inflação nos últimos doze meses e as perspectivas para o ano seguinte. Dessa forma, você poderá escolher aplicações que rendam mais do que a inflação.

Considere o tempo de investimento

Mais um critério para responder à pergunta “onde investir meu dinheiro?” é o tempo da aplicação. Geralmente os investimentos podem ser classificados como aplicações de curto (até dois anos), médio (entre 3 e 5 anos) e longo prazo (mais de 5 anos). O tipo de aplicação dependerá dos objetivos financeiros que a pessoa tem para o uso do dinheiro, como compra de casa ou carro, pagar faculdade ou garantir a ​aposentadoria​ etc.

Faça simulações de investimentos em renda fixa na Calculadora Me Poupe!

Nas aplicações de renda fixa, por exemplo, o tempo do investimento tem grande influência sobre as alíquotas do Imposto de Renda, já que em algumas aplicações a cobrança é regressiva, de 22,5% (até 180 dias) a 15% (mais de 720 dias).

Avalie custos operacionais

A maior parte das aplicações financeiras possuem custos, como taxas de administração, corretagem, custódia (guarda dos títulos) etc. Conforme o valor que se investe, os custos podem impactar na rentabilidade real do investimento. Por exemplo, se alguém compra R$ 100 em ações e paga uma taxa de corretagem de R$ 10, terá que esperar uma rentabilidade de no mínimo 10% para pagar o custo da operação. Sem contar que, ao vender as ações, precisará pagar as taxas de novo. Por isso, o investimento em ações é recomendável com um capital maior, que dilua os custos.

Com essas dicas, quando você se perguntar “onde investir meu dinheiro?” já terá um roteiro para avaliar quais são as melhores aplicações para as suas economias.

O Organizze é um sistema simples e descomplicado para controle financeiro. Além do gerenciador financeiro mais prático que você já viu, oOrganizze mantém também o blog Finanças Pessoais, cheio de dicas para você fazer as pazes com o seu bolso, economizar e melhorar sua vida. 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

5 comentários em “COMO SABER ONDE INVESTIR? Um guia prático pra todos os bolsos.

  • 3 de agosto de 2016 a 3:08 pm
    Permalink

    Nath, sua linda! (Com todo o respeito, Érico!)

    Em breve minha mãe venderá um imóvel e irá me presentear com metade do valor da venda (cerca de R$150 mil). Como não precisarei desse dinheiro, penso em investir em um título do Tesouro IPCA com vencimento para 2035 (quero me aposentar com 50 anos haha).

    Minha dúvida é a seguinte: utilizei o simulador de independência financeira aqui do site e vi que tem aquela parte de “quanto você pode sacar todo mês para viver de renda”, mas não entendi de onde esses saques sairiam após 2035 quando o título vencer. Eu deveria utilizar todo o dinheiro recebido e colocá-lo em um investimento que me permitisse saques mensais, como o Tesouro SELIC?

    Muito obrigado por toda a ajuda que você vem nos dando!

    David

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    • 5 de agosto de 2016 a 1:49 pm
      Permalink

      Exatamente, Davi!
      Dica: Tem renda fixa (CDB, LCI e LCA etc) que pagam muito melhor que o Tesouro IPCA e também são indexados à inflação. Geralmente são investimentos com valor inicial mais alto, mas como vc tem 150K pode fazer um bom negócio. Dá uma pesquisada antes de investir tudo e lembre-se do limite do FGC de R$250 mil para renda fixa privada. O ideal é dividir o seu valor de R$150K em duas aplicações porque os Juros compostos (meus filhos) podem ultrapassar esse valor até 2035

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  • 9 de agosto de 2016 a 9:58 am
    Permalink

    Nath sua diva!
    Passando para te agradecer! Eu perdi o emprego semana passada e estou super tranquila pois tenho uma reserva de emergencia (ai que tudo!) e vou conseguir receber meu rico dinheirinho do trabalho CLT e investir! Como tenho uma renda extra e diminui muito meu padrão de vida (gasto muito menos do que eu recebo) vou conseguir pagar minhas contas (financiamento imobiliário e etc) com essa renda. Organização é td né?! Muito obg Nath. Agora estudar muito pra ver que tipo de investimento vou fazer com o q receber. Bjs minha linda! ❤

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    • 10 de agosto de 2016 a 10:56 am
      Permalink

      Cris, luz do meu viver… Que excelente noticia. Quando a gente tem tranquilidade financeira a noticia da demissão causa um certo impacto (óbvio, ninguém quer ser demitido), mas ele é imediatamente amortecido pela certeza de que estamos preparados pra isso e que temos tempo e dinheiro para recuperar o fôlego! Parabéns!

      Responder
  • 23 de agosto de 2016 a 11:28 am
    Permalink

    Nathalia, seu blog caiu como uma luva para mim, tinha minha vida financeira toda desorganizada, criei metas para minhas aplicações e hoje todo dinheiro extra que antes era pensado em comprar um móvel novo ou trocar de carro agora vai para aplicações com juros compostos (seu filho rsrsrsrsrs).

    Responder

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