Como pagar a escola dos filhos.

Todo mundo que passa por planejamento familiar ou por sustos familiares se pega em algum momento pensando como é que vai arcar com as despesas educacionais dos herdeiros e quanto é que vão ter que desembolsar até os ditos cujos saírem do ninho.

Por Elle Braude

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Minha amiga que falava ”Elle: Criar Deus cria, mas são os pais que educam os filhos!

Realmente, a cabeça da gente se enche de perguntas, ainda mais no meu caso com os trigêmeos…

– Como escolher a escola para o meu filho(a)?

– Quais são os melhores métodos pedagógicos?

– Quais cursos extracurriculares são adequados para quais idades?

– Qual é o custo de tudo isso?

A resposta para a última pergunta é simples. O custo educacional de um filho depende de quanto os pais estão dispostos a pagar.

Pô, mas cadê as planilhas, simulações e valores?

Pois é, eu acho inadequado quantificar esse item de forma generalista, porque cada família tem suas peculiaridades e precisa ser avaliada individualmente.

Vamos refletir: o custo de um filho está intimamente ligado aos valores e crenças dos pais.

– Se os pais valorizam esportes, certamente encontrarão maneiras de incluir seus filhos em aulinhas de natação, futebol, balé, judô…

– Se os pais apreciam outras línguas, inscreverão os filhos em cursos de inglês, espanhol….

– Se os pais desejam socialização, eles buscarão formas de fazer seu pequerrucho(s) interagir com outros…

Estão entendendo onde quero chegar?

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Ainda está na ilha de Lost? O que quero dizer é que muito das despesas dos filhos, inclusive o custo com educação, depende puramente das escolhas feitas pelos pais.

Pais que valorizam bastante a educação, tendem a querer colocar o seu filho na escola mais completa possível que atenda todas as suas expectativas, valores e crenças além dos cursos complementares. Infelizmente, na ânsia de querer prover o que há de melhor, os pais acabam se enrolando financeiramente.

Qual a minha opinião sobre o assunto?

Como mãe, eu concordo plenamente em querer dar tudo que não tive para os meus filhotes e deixá-los preparados o máximo possível para o mundo.

Como planejadora financeira, essa linha de raciocínio me incomoda. Já atendi casos cujas principais fontes de endividamento familiar estavam diretamente relacionadas às despesas com educação dos filhos, através de mensalidades caríssimas, matrículas, festas escolares e até viagens dispendiosas para que os filhos “não passassem vergonha” ao contar aos seus colegas sobre as suas férias.

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Minha sugestão é que os gastos com mensalidades, matrículas, materiais escolares e cursos extracurriculares não devam ultrapassar 20% da renda familiar.

Isso já equivale a 1/5 do orçamento da família! Mais do que isso, pode existir o risco de faltar dinheiro para outras categorias do orçamento familiar dependendo da composição dos gastos e investimentos.

Ou seja, se a renda familiar é de R$ 10.000 por mês, R$2.000 seria o valor teto a ser gasto em educação.

Olha que estou sendo generosa! De acordo com a POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 do IBGE (infelizmente é a pesquisa mais atual), a família brasileira direciona 2,5% do seu orçamento para gastos com educação. Se estratificamos um pouco mais os dados e selecionamos somente os usuários da rede privada, o gasto com educação aumenta para 7,43%.

Quais são as 2 principais dicas relativas a gastos educacionais?

1 – Antes de começar a pesquisar escolas, calcule o valor que pretende/pode gastar.

Existem escolas para todos os bolsos e gostos, busque a escola com a proposta pedagógica preferida verificando se os custos são compatíveis com o seu orçamento tentando não exceder a cota de 20% de sua renda. Esse passo é muito importante para que a família consiga se comprometer com a escola a longo prazo, e não se veja forçada a ter que tirar a(s) criança(s) da instituição de forma brusca por causa de imprevistos nas finanças familiares.

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2 – Procure por escolas/cursos extracurriculares cujas famílias dos alunos tenham um padrão de vida similar ao seu.

Algumas crianças podem ter problemas de adaptação ou uma visão distorcida sobre a própria família quando elas comparam o padrão de vida dos colegas com os seus e a “distância” é muito grande. Ao escolher instituições cujos alunos tenham famílias com um padrão de vida parecido ao seu, fica mais fácil para criança entender que é perfeitamente ok passar as férias na casa da vovó e não esquiando em Aspen; que é normal não ter o celular/mochila/cacareco da moda sempre que sai um novo, porque seus amiguinhos também não têm sempre a última versão.

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Obviamente existem várias outras dicas quando falamos sobre escolas e gastos educacionais, tal como compra de livros usados, cotação de uniformes, bolsas de estudos, busca por cursos gratuitos, etc. Adicionalmente, existem vários outros aspectos importantes a serem levados em consideração que não são financeiros.

Porém a ideia aqui é chamar a atenção dos pais para sua capacidade de pagamento de despesas parrudas relativas a educação de seus filhos ou derivadas dela, até porque essas despesas acabam sendo um compromisso a longo prazo. Não adianta muito economizar 5 reais em um livro usado se os pais estão pendurados em 6 meses de mensalidade escolar e com empréstimos por conta das viagens de férias.

Quando o orçamento está adequado, os pais têm menos fonte de preocupações financeiras e consequentemente mais tempo de qualidade para passar com sua prole! Pensem nisso!

C’est tout!

 

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Sou a Elle Braude, planejadora financeira certificada CFP ® , formada em Finanças pela New York University, pós graduada em Banking pela Fundação Dom Cabral. Sou mãe de trigêmeos com especialização em aproveitar mais o tempo com a minha tropinha gastando menos.

 

 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

Um comentário em “Como pagar a escola dos filhos.

  • 26 de julho de 2017 a 8:36 pm
    Permalink

    Boas dicas, deixo por sugestão fazer uma pequena poupança antes de colocar no colégio, porque anuidades quitadas integralmente costumam ter desconto, o que se torna um alívio para os próximos meses.

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