Ainda vale investir em imóveis?

Será que ainda vale a pena investir em imóveis? Se essa pergunta vira e mexe tem ocupado a sua cabeça, leia este post até o final!

Por URBE

Sejam empreendimentos residenciais, comerciais, terrenos ou loteamentos, imóveis são historicamente uma das formas mais tradicionais de investimento.

É só puxar pela memória: boa parte das pessoas com grana que você conhece tem ao menos uma parte do seu patrimônio investido em imóveis, não é mesmo?

Aqui, elencamos alguns dos motivos para dizer que “sim, ainda vale investir em imóveis”. Do menor para o maior, listamos que motivos são esses.

Potencial de valorização
Segundo números do IBGE, existe um déficit habitacional no Brasil de 5,5 milhões de residências (CBIC Dados, Fundação João Pinheiro; Déficit Habitacional no Brasil, 2015). Este fato, somado ao aumento populacional, gera um aumento consistente na demanda por imóveis. O efeito deste aumento da procura é uma valorização dos imóveis existentes, pois as empresas do setor não possuem capacidade de produção para atender toda a demanda.

Proteção da inflação
O valor das parcelas da compra de um apartamento, o valor dos aluguéis e outros pagamentos e transações do mercado imobiliário são automaticamente atualizados pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil), uma espécie de índice de inflação de preços do setor da construção civil. Com isso, investir na incorporação imobiliária ou alugar algum imóvel que você possua irá proteger de forma direta o poder de compra do seu dinheiro.

Renda
Que tal ganhar dinheiro sem precisar trabalhar para isso? Investir em imóveis permite que você gere uma renda passiva, ou seja, uma espécie de salário que não depende do seu esforço. É muito mais sensato – economicamente – alugar um apartamento do que arcar com os altos juros da compra de um imóvel próprio. Por isso, sempre há pessoas à procura de um bom imóvel para alugar e os dados demonstram que esta demanda raramente diminui em tempos de crise.

Segurança
Todos necessitam de um local para morar, um espaço para trabalhar, para fazer as compras do mês, banco, academia, clube do bairro e etc. Para todas as atividades cotidianas sempre há um imóvel envolvido. Sendo assim, mesmo na maior das crises, sempre existirá demanda por imóveis. Além disso, este tipo de investimento está imune à quebra de bancos e não pode ser congelado pelo governo, como a poupança. É, sem dúvida, a forma de investimento historicamente mais estável.

Diversificação
O investimento em imóveis é muito usado para diversificar o portfólio, o seu cardápio de investimentos, e reduzir os riscos do investidor. Mesmo aqueles que preferem investir na bolsa de valores possuem ao menos parte de seu dinheiro alocado em imóveis; seja de forma direta, adquirindo um imóvel, ou indireta, através de fundos imobiliários.

Novas formas de investir em imóveis
Quem tem um imóvel pode alugá-lo e fazer disso mais uma fonte de renda. É interessante e seguro. Vamos combinar que uma gordurinha no orçamento sempre cai bem. No entanto, a parte mais rentável do mercado imobiliário é a construção. Por se tratar de cifras bastante altas envolvidas, esse era um mercado, até então, possível para poucos. O sistema de financiamento coletivo – muito conhecido para realização de projetos culturais e sociais – aplicado ao mercado de investimentos tem, de certa forma, democratizado o acesso de pessoas que buscam opções de investimento um pouco mais inovadoras do que aquelas disponibilizadas pelos bancos.

Há uma história bem conhecida que vale a pena citar: a Estátua da Liberdade, símbolo máximo dos Estados Unidos, é um presente da França ao país norte-americano por seu centenário em 1876. Na época, o artista francês Frédéric-Auguste Bartholdi fez a escultura. No entanto, ela não tinha pedestal. Joseph Pulitzer, dono do New York World, publicou em seu jornal um convite para que a comunidade contribuísse com algum dinheiro para poder finalizar o monumento em troca de reconhecimento publicado no periódico e uma réplica em miniatura como agradecimento. Quando ainda nem se pensava em internet, já estava lançado o primeiro crowdfunding do mundo: em seis meses, o dinheiro necessário para construção já estava arrecadado.

No caso do mercado imobiliário, no lugar da réplica em miniatura como agradecimento, o investidor recebe um título e participa do negócio, ganhando junto do incorporador.

O Fundrise, por exemplo, criado nos Estados Unidos pelos irmãos Dan Miller e Ben Miller, propõe facilitar o acesso de investidores a grandes empreendimentos comerciais. Para se ter ideia, até pouco tempo era possível investir no 3 World Trade Center, terceira torre em reconstrução do complexo de Nova York. O projeto, com previsão de término em 2018, custa US$2,49 bilhões e recebeu investimentos a partir de US$ 5 mil, com estimativa de retorno anual de 5%.

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(3 World Trade Center)

Outro projeto de financiamento coletivo imobiliário é o BD Bacatá, empreendimento localizado em Bogotá, na Colômbia, que inclui apartamentos, escritórios, lojas e hotel. Ali está a mais alta torre da Colômbia com 66 andares.

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(BD Bogotá)

A companhia Prodigy Network iniciou a captação em 2009 e qualquer pessoa tinha oportunidade de investir em ações de US$ 20 mil, pagas em até dois anos. A construção do empreendimento foi financiada quase em sua totalidade pelo crowdfunding imobiliário, contando com cerca de 3800 investidores. Em 2013, durante a construção, a companhia já tinha adquirido mais de US$170 milhões através do financiamento coletivo e os investidores podiam comprar e vender ações, podendo elevar o valor destas em até 40%.

E ai, qual a sua conclusão? Imóvel ainda é ou não um bom investimento? Comente aqui.

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Sócio fundador do URBE.ME, a primeira empresa de investimento imobiliário online do Brasil.  Acredita no futuro mais colaborativo. Entende que o mercado da construção civil é um dos mais importantes em qualquer sociedade, representando 40% do PIB mundial e com vontade de trazer inovação a este mercado busca com seu trabalho aproximar incorporadores inovadores e investidores de todos os portes. 

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Nathalia Arcuri

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.

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