3 razões pelas quais você não está ganhando dinheiro como freelancer

23 de março | 2018

Existe um mito de que freelancer não ganha bem. Mas não é por acaso: tem muita gente que testa a carreira independente e se frustra em relação ao quanto consegue tirar no fim do mês. Com isso, o que a gente vê é muita gente repetindo o discurso de que a vida de freela é excelente, menos se você quiser ter dinheiro.

Grande bobagem! Como freelancer, consegui ter mais estabilidade financeira, investir mais e programar melhor meu futuro. Mesmo sem saber de fato quanto poderia ganhar a médio e longo prazo.

Para isso, entretanto, passei por um bom período aprendendo a como efetivamente ganhar a quantia que precisava todos os meses. Neste artigo, vou compartilhar três lições principais que tirei dessa jornada. E que espero que possam ajudá-lo também a ter sucesso financeiro como freelancer!

 

1.Você está pensando seu preço da forma errada

Muitos freelas começam a trabalhar sem de fato saber quanto precisam cobrar. E o que acontece? Se guiam pelos valores de outros profissionais ou, pior, pelo que é oferecido pelo cliente.

O problema disso é básico: você é como se fosse uma empresa, que precisa cobrar um preço que pague pelos seus custos de produção e ainda retorne algum lucro para sua operação. Portanto, para cada serviço que presta, você deve subtrair tudo o que “gasta” para poder trabalhar (internet, equipamento, investimento em aprendizado, ferramentas, etc) e depois ainda ter um lucro que seja capaz de cobrir suas despesas fixas (moradia, alimentação, transporte, etc).

 

 

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Por isso, não adianta querer trabalhar com tabela ou com base no valor que outro freela cobra. Cada realidade tem sua própria precificação e ela envolve uma série de fatores, como seu nível de experiência, nicho de atuação, cidade onde mora, entre outros.

 

Quer que o mês acabe e o dinheiro não? 5 dicas para autônomos e freelas para sobrar grana no fim do mês!

 

2. Você está buscando os clientes nos lugares errados

O mercado para quem trabalha como freelancer vai muito além de sites e plataformas de freelas. E não olhar para todas essas oportunidades é justamente o que faz os profissionais independentes sentirem que ganham menos do que deveriam (ou precisariam).

Nada contra esses canais para encontrar clientes, mas, na minha opinião, eles funcionam apenas para quem está em início de carreira e precisa construir seu portfólio. Se você já tem certa experiência no mercado, vá à luta!

 

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Venda seu próprio peixe por aí buscando indicações de ex-colegas, divulgando nas redes sociais e criando uma marca própria, quem sabe até com um site e um blog para mostrar ao mundo mais sobre seu trabalho!

 

3. Você não sabe vender

E quando falo em vender, estou me relacionando à divulgação, precificação e negociação com seu potencial cliente. Tudo bem, quem trabalha como freelancer possivelmente nunca trabalhou com vendas anteriormente e, por isso, este tema se torna um tabu tão grande. Mas pode ser muito mais simples do que se imagina.

Para começar, você precisa de um portfólio arrasador, que mostre sua experiência, mas também os resultados que alcançou para seus clientes. Nada de uma lista de projetos, eles não contam história nenhuma para convencer alguém a contratá-lo. E o formato pode ser o que fizer mais sentido para seu mercado: plataformas online, site, arquivo para enviar por e-mail, etc.

Em segundo lugar, comece a vender. Não precisa sair batendo de porta em porta, mas pode fazer um bom post nas suas redes sociais, conectar-se a potenciais clientes no LinkedIn e fazer uma boa apresentação, enviar e-mail para empresas onde já trabalhou, pedir aos amigos que indiquem seu trabalho…os caminhos não faltam, só não dá para ficar esperando o cliente cair do céu.

Por último, se tudo der certo, você vai ter muitas propostas para negociar com os clientes. E aqui é sua hora de brilhar! Confie no preço que planejou para os seus serviços e defenda seu diferencial para o potencial cliente. Vai haver casos em que o valor será aceito, outros em que não. O que importa é manter-se firme no quanto quer ganhar ou vai acabar com um projeto que demanda tempo, mas, mesmo assim, não paga as suas contas.

 

Tudo é uma questão de o quanto você leva o freela a sério. Não é?

Ganhar o suficiente ou não como freelancer é como em qualquer outra carreira que você decidir abraçar – com a grande vantagem de que na vida independente você tem muito mais autonomia para influenciar o saldo da sua conta no fim do mês.

Se os freelas são algo para complementar a sua renda ou algo transitório, tudo bem não estar fazendo um grande esforço neste sentido, desde que esteja focando naquilo que realmente garante seu sustento. Agora, se a escolha for seguir a vida de freelancer, ganhar menos do que merece não é uma opção.

Escrevi outro post aqui para o Me Poupe! com dicas de riqueza para quem aposta na carreira independente que certamente podem ajudá-lo a seguir um caminho mais estruturado. E, no fim das contas, tudo vai depender de quanto você leva a vida de freela a sério. As oportunidades existem, corra para aproveitar as melhores delas!

 

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Artigo escrito por Luciane Costa, jornalista, redatora de conteúdo freelancer e editora do blog Vivendo de Freela.  Se você curtiu esse conteúdo, compartilha! Outras pessoas também podem estar precisando dessa dica 

 

 

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

 

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